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Entrevista - Grupo Motard Sempre Livre PDF Imprimir e-mail

 

Há quanto tempo existe este grupo motard e quantos membros fazem parte?

Este grupo foi formado em 2007. Inscritos temos seguramente 70 pessoas, constituído por homens e mulheres, maioritariamente homens. O nosso grupo é como se fosse uma família, onde vai encontrar o marido, a mulher e filhos juntos neste gosto que é andar de mota.


Existe uma razão para o grupo estar no Livramento?

O grupo nasceu no concelho de Lagoa, mas como nunca conseguimos obter o espaço que pretendíamos, falamos com o presidente da Junta de Freguesia do Livramento e este, prontamente, acabou por ceder um espaço para nos reunirmos.


Quais os principais objectivos?
O principal objectivo é o desfrutar do prazer de andar de mota, neste caso de chopper, através do convívio. Contactar e conhecer outras pessoas e grupos faz também parte dos nossos objectivos.

 

 

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Guilherme Marques Raposo
Responsável

É fácil entrar no vosso grupo?
Sim é muito fácil. Primeiro porque a pessoa não paga nada para entrar, ao contrário de outros grupos que existem cá na ilha. Como grupo não registado, não podemos ter sócios, quotas ou jóias, ou seja é um grupo organizado que não obrigada nada a ninguém, por isso é que nos chamamos Sempre Livre. A pessoa é livre.
É claro que a pessoa ao entrar tem que vir com espírito de amizade e de respeito porque acabamos por ser uma família.
Até hoje nunca existiu qualquer problema, mesmo nos encontros que já participamos em encontros nas restantes ilhas dos Açores, em Portugal ou em Espanha.
A única exigência que existe está na mota que a pessoa tem. Deve obedecer a uma lei que nós fizemos, que se resume em, apenas admitir motas do tipo chopper. As motas quad, de pista ou aceleras não entram no nosso grupo.
Em festas por nós organizadas é claro que qualquer pessoa pode participar, não é obrigatório ter uma chopper. Acima de tudo pretendemos o convívio.
Em passeios excepcionais e se por acaso na actividade existirem motas que não condizem com a nossa filosofia, estas durante o passeio vão atrás da nossa bandeira.

No Livramento há algum tipo de intervenção mais directa que tenham efectuado?
Sim já fizemos algumas actividades. Já fizemos a oferta de cadeiras de rodas, tanto aqui como nas Sete Cidades. Para além dos convívios e passeios de mota em grupo, nós temos uma vertente de solidariedade que achamos ser importante e que também faz parte das nossas actividades principais.

Os fundos para estas actividades de solidariedade são conseguidos como?
Conseguimos através de particulares e empresas que estão ligadas aos membros do nosso grupo. Nos nossos membros irá também encontrar empresários, engenheiros, etc. Apesar de estarmos em grupo, vestidos com roupas que parecem ser os maus da fita, acabamos por ser pessoas como todas as outros e isso é uma situação que está a ser mais facilmente compreendida.
O nosso sentido está em gostar de andar de mota e não ser mau para ninguém. O que acontece é que naqueles dias somos feios mas apenas por fora, porque por dentro o espírito de ajuda é sempre grande.
Mas ainda sobre as actividades, para conseguirmos mais fundos, estamos numa campanha de recolha de roupas mais a Corrine Jolliot responsável e criadora desta iniciativa. Associamo-nos a esta ideia porque ajudar é também nosso dever e depois porque tem como objectivo juntar roupa para depois ser vendida a 1 euro cada peça. Este dinheiro será posteriormente utilizado na compra das cadeiras de rodas que vão ser oferecidas. Esta angariação de roupas já foi feita no ano passado e da receita que surgiu, compramos umas baterias e pneus para uma cadeira de rodas especial de uma criança de 16 anos.
Para além desta angariação organizamos também festas, como por exemplo São Martinho e Natal que acabam por ser outra fonte de receitas. O ano passado, as receitas das festas permitiram-nos ajudar o menino Antero que mora em São Roque e uma criança de Água de Pau.

Estas acções de solidariedade acabam por ser um importante contributo. Recebem pedidos para este tipo de ofertas?
Sim, ainda à pouco tempo recebi contactos de duas instituições a pedir se conseguíamos uma cadeira de rodas. Estamos a estudar os casos e vamos ver como podemos concretizar este pedido. Mas claro, se recebermos um pedido de ajuda de um particular, este por não ter qualquer apoio passa a ser a nossa prioridade.

Nos vossos passeios é habitual o apoio da polícia? E como sãos vistos pelos condutores?
Sim, já tivemos alguns passeios com presença policial, em que eles colaboravam no controle do tráfego. O grupo muitas vezes ultrapassa as 30 unidades. Mas já me aconteceu não ter ajuda da polícia e nesta situação eu como vou na frente acabo por ficar mais atendo ao trânsito que vai atrás do grupo, de modo a evitar grandes filas. Isso porque nós vamos em velocidade de passeio, 30 a 40 quilómetros e não queremos prejudicar os restantes condutores.
Da parte dos condutores, cada vez mais somos respeitados como também nós os respeitamos. O facto de serem motos chopper chama sempre atenção e os condutores acabam também por gostar de ver passar o nosso grupo.

Como é visto o grupo pela comunidade do Livramento?
Julgo que as pessoas têm uma boa impressão do grupo. Não fazemos mal a ninguém. O nosso parque é ao pé do coreto e normalmente, aos domingos, saímos por voltas das 15 horas procurando sempre maneira de fazer o mínimo de barulho possível com as motas para não prejudicar as pessoas.
Até hoje não recebi qualquer queixa ou opinião negativa sobre o nosso grupo.

Qual o desejo para o futuro do grupo?
O nosso maior desejo é ter uma sede. Com um espaço nosso pretendemos criar um bar, não para fazer concorrência aos que existem na freguesia, mas sim para ser utilizado quando estamos reunidos, só família motard, ou nos convívios que fazemos. A ideia é que seja mais um meio do grupo ter fundos, pois como não somos federados nem existe associação constituída, acabamos por não ter qualquer receita para mais tarde ser utilizada em actividades, além de que não é nosso objectivo ser associação. Queremos ser como actualmente estamos.

Como vê a Freguesia do Livramento, tendo em conta o desenvolvimento implementado?
Isto está bem diferente, muito à custa do presidente da junta. A freguesia tem crescido muito e não para de crescer. Eu sou natural da Lagoa e vim para aqui morar ainda novo e ao longo destes anos noto uma evolução muito positiva.
 
EISnt-Engenharia Informática